Há algum tempo, Will Wright, criador de jogos de simulação como SimCity e The Sims declarou para o Guardian Unlimited que o Wii é considerado por ele como o verdadeiro e único console da nova geração e que consoles como o PS3 e o XB360 (mais algum?) trazem apenas versões mais “bonitas” dos mesmos jogos de sempre.
Por um lado, eu devo concordar com o nerd. O Wii evoluiu a maneira como se joga videogame. Os jogos podem ser explorados de maneira mais intuitiva e interessante com o uso do wiimote e o nunchuck. É um lance de imersão. Se o jogo tem uma espada, basta segurar o wiimote como uma espada. Se há uma porta para abrir, basta girar o wiimote como se fosse uma maçaneta. E por aí vai.
Mas o conceito de imersão não fica restrito apenas ao periférico. É preciso fazer com que o jogador mergulhe no jogo, fazer com que ele olhe por uma janela, veja um zumbi e diga: “Putz, não vou pra lá, nem a pau!”
O poderio gráfico dos consoles da nova geração consegue trazer cada vez mais detalhes aos jogos, com luz e sombras dinâmicas, texturas foto-realistas, bump não-sei-o-que, pixel não-sei-das-quantas etc e tal. Tal grau de realismo gráfico, aliado à complexas engines físicas, cálculos avançados de inteligência artificial e, o mais importante, roteiros competentes é o que faz com que o jogador mergulhe na sua aventura particular e termine o jogo com a sensação de estar cumprindo seu dever perante a humanidade ao esquartejar hordas de zumbis e/ou alienígenas. Esse sentimento, no final, pode ser muito mais recompensador do que girar uma maçaneta virtual.